MORANGOS,SUSPIROS E LEITE MOÇA...
Nada como uma sexta-feira ociosa. Depois de uma semana intensa totalmente teatral, desencontrada e atores furados,vejo-me obesa e asquerosa comendo uma coxa de frango,aos modos de Dom João.
Mas não é coxa de frango e nem obesa estou AINDA. O morango adoça-me e a calda escorre no queixo.Quase que preciso de um babador. Lambuzo-me.
Eu não me conheço. Isso é fato. (lembra-se dos fatos ? eles existem independente do meu morango em caldas) E eu não saber quem eu sou é o fato mais fato de todos os tempos que eu descobri há algum tempo.
Imagina uma bolinha de gude. Uma bolinha de gude qualquer, transparente,pequena. Ela é a sua essência,é o seu eu verdadeiro,sem qualquer máscara. Agora imagina que essa bolinha,aos passar dos anos,vai adquirindo camadas de poeira,sei lá,cimento,ou outra coisa qualquer que tampe o material natural dela. Essas energias são as energias que tampam a sua essência . São como máscaras,energias de sedução no seu eu escondido. E chega um tempo que as camadas são tantas,que o buraco é tão fundo que não se pode encontrar-se. Toda essa contrução de anos e anos valeu para me esconder,para mascarar-me e sinto-me como uma verdadeira falsidade. Agora preciso descontruir-me para me encontrar. Virar tudo de cabeça para baixo e tentar ser o mais verdadeira. É aí que encontrarei minha essência,o meu EU de fato digno e verdadeiro.
Eu quero,eu quero,eu quero.
Chego até a pensar se eu realmente sinto prazer em comer morangos. Se um dia eu realmente fui verdadeira,se eu realmente perdoei alguém,se os beijos que me deram e eu retribui saíram da bolinha de gude ou de alguma camada. Queria sentir o que é verdadeiro pelo menos uma vez na vida. E se eu fui,foi-me tão valioso e grande ao ponto de eu resgatar?
Os morangos numa viagem incalculavel para chegar até minha boca e eu não dar valor a isso?
Vou para o buraco negro.
HA HA HA
Suspiro. O leite moça é complemento,uma camada.
E a sua bolinha de gude? Já é uma bola de basquete?
Nada como uma sexta-feira ociosa. Depois de uma semana intensa totalmente teatral, desencontrada e atores furados,vejo-me obesa e asquerosa comendo uma coxa de frango,aos modos de Dom João.
Mas não é coxa de frango e nem obesa estou AINDA. O morango adoça-me e a calda escorre no queixo.Quase que preciso de um babador. Lambuzo-me.
Eu não me conheço. Isso é fato. (lembra-se dos fatos ? eles existem independente do meu morango em caldas) E eu não saber quem eu sou é o fato mais fato de todos os tempos que eu descobri há algum tempo.
Imagina uma bolinha de gude. Uma bolinha de gude qualquer, transparente,pequena. Ela é a sua essência,é o seu eu verdadeiro,sem qualquer máscara. Agora imagina que essa bolinha,aos passar dos anos,vai adquirindo camadas de poeira,sei lá,cimento,ou outra coisa qualquer que tampe o material natural dela. Essas energias são as energias que tampam a sua essência . São como máscaras,energias de sedução no seu eu escondido. E chega um tempo que as camadas são tantas,que o buraco é tão fundo que não se pode encontrar-se. Toda essa contrução de anos e anos valeu para me esconder,para mascarar-me e sinto-me como uma verdadeira falsidade. Agora preciso descontruir-me para me encontrar. Virar tudo de cabeça para baixo e tentar ser o mais verdadeira. É aí que encontrarei minha essência,o meu EU de fato digno e verdadeiro.
Eu quero,eu quero,eu quero.
Chego até a pensar se eu realmente sinto prazer em comer morangos. Se um dia eu realmente fui verdadeira,se eu realmente perdoei alguém,se os beijos que me deram e eu retribui saíram da bolinha de gude ou de alguma camada. Queria sentir o que é verdadeiro pelo menos uma vez na vida. E se eu fui,foi-me tão valioso e grande ao ponto de eu resgatar?
Os morangos numa viagem incalculavel para chegar até minha boca e eu não dar valor a isso?
Vou para o buraco negro.
HA HA HA
Suspiro. O leite moça é complemento,uma camada.
E a sua bolinha de gude? Já é uma bola de basquete?


Acho que to como uma daquelas bolas de futebol que são feitas de meia que os meninos roubaram das mães...e talvez bem assim mesmo, fui envolvida em camadas ao longo da vida e são camadas bem familiares, aquelas aonde reconhecemos nós nos outros sem precisa ir longe pra isso! Vou me desfazer de cada meia, sem devolver ao dono, e ver o que encontro no final antes que o fim chegue.
Já tinha lido teu texto faz uns dias, ms não tinha sentido ainda!
apesar da gente ter falado tanto sobre isso esses dias...
:*
e isso vai virar um post! haha
Depois de tanto tempo vivendo por trás de camadas, se reencontrar é realmente uma árdua tarefa!
mas não tão conflitante como continuar vivendo alheia aquilo que se é.
=*
Engraçado que apesar de ser um caminho
de encontro à "quem se é de fato" e embora soe cmo algo benéfico, sentimos uma imensa dificuldade em nos desfazer de quem "parecemos ser". ms vamo lá!
*:
Mudar é difícil...,
mas acho que é só encarar essa fase de "purificação" (Digamos assim) apenas como uma mudança de atitude em relação aquilo que se é de fato.