Ai que me deu cãimbra no pé.
Ai, que esse tempo passa lento e demorado, mas passa rápido.
Quando se quer uma coisa e não sabe o que é.
Quando se sabe, finge que não tem.
Uma bolacha em cima. Duas bolachas recheadas.
O dia explodindo de maravilhoso lá fora e eu, e eu aqui, mexendo meus dedos nesse teclado.
E eu aqui, morrendo aos poucos aos som de qualquer coisa. Um silêncio.
O caminhão do gás não passou hoje com aquela música chata.
Ai que quero ir embora.
Ai, que essa vida não demora.
Ai, que essa dor, esse amor louco por tudo
esse desprezo fútil por tudo
essa coisa emaranhada no peito,
de que jeito?
que vontade de pular da janela e voar
nesse imenso céu azul
no canto do pássaro
mas estou presa.
Ai, que me dói.
Mas não destrói.
Me corroe.
Quero ouvir uma modinha sertaneja.
Pra lembra da minha infância
e do meu avô
e do meu pai.
Ai.
Ai, que esse tempo passa lento e demorado, mas passa rápido.
Quando se quer uma coisa e não sabe o que é.
Quando se sabe, finge que não tem.
Uma bolacha em cima. Duas bolachas recheadas.
O dia explodindo de maravilhoso lá fora e eu, e eu aqui, mexendo meus dedos nesse teclado.
E eu aqui, morrendo aos poucos aos som de qualquer coisa. Um silêncio.
O caminhão do gás não passou hoje com aquela música chata.
Ai que quero ir embora.
Ai, que essa vida não demora.
Ai, que essa dor, esse amor louco por tudo
esse desprezo fútil por tudo
essa coisa emaranhada no peito,
de que jeito?
que vontade de pular da janela e voar
nesse imenso céu azul
no canto do pássaro
mas estou presa.
Ai, que me dói.
Mas não destrói.
Me corroe.
Quero ouvir uma modinha sertaneja.
Pra lembra da minha infância
e do meu avô
e do meu pai.
Ai.

