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Entre minhas tantas teorias, tenho uma a respeito do egoísmo: creio que, exceto os ícones da benevolência mundial, como Madre Tereza e Gandhi, todos nós somos um bando de fdp egoístas, claro que uns menos, uns mais e outros muito mais.

O egoísmo tem conotação negativa porque todos nós crescemos ouvindo nossos pais dizerem que não devemos ser egoístas...

Então lá em nosso subconsciente acreditamos que ser egoísta é um defeito horroroso e profundamente condenável e que deve ser combatido com todas as nossas forças, no maior estilo “mudança interior”. Por isso, sentimos uma certa culpa quando não atendemos a um pedido de alguém ou quando fazemos algo em beneficio próprio.

Confesso que tenho um grau considerável de egoísmo, afinal, na minha lista de prioridades eu estou em primeiro lugar. Confesso, também, que ele é necessário para que eu consiga preservar algumas de minhas concepções. Com meu egoísmo aprendi que posso sim ajudar aos outros, mas sem ter de abrir mão sempre em benefício de outras pessoas, e que meu bem-estar depende das decisões que eu tomar, nem que para isso eu desagrade alguém, afinal, tenho consciência de que não conseguirei agradar todo mundo o tempo todo.

Pergunto então, o que há de mal em querer o melhor para si?
Ora, deixemos de hipocrisias e as coisas ficarão mais claras.
Tomemos coragem para dizer: “não vou fazer isso porque resolvendo seu problema eu criarei outro para mim”.

Quem poderá julgar nossas ações como boas ou ruins? Apenas tomamos decisões dentro do universo que conhecemos, baseados em nossas referências pessoais, e é óbvio que devemos fazer concessões necessárias para a boa convivência em qualquer ambiente, pelo menos eu faço, afinal alguém tem que ceder, só não preciso ceder sempre.

E esse estereótipo de que mulher tem que ser boazinha e compreensiva é bobagem, só serve para nos deixar com ainda mais remorso quando nos recusamos a fazer algo para alguém.À merda quem pensa assim, eu não sou boazinha como pareço e não tento enganar ninguém.
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