.LEIA MAS A BAIXO
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Estou lendo um livro muito interessante...e recomendo pra quem quer que seja...
em CABUL capital do Afeganistão, e fala sobre a vida de um sunita e um xiita hazara. (para quem não sabe... sunita e xiitas são rivais, e os hazaras são muito discriminados) que cresceram juntos... e sobre a importância de tentar reparar erros do passado,eu já muitos livros, de vários tipos... Verídicos ou não, suspense, drama, romance, investigativos, espíritas e por que não, até de auto-ajuda, mas incrivelmente esse e o livro de que eu mais gostei de ler em toda a minha vida, eu só fiz chorar o livro todo, ele conta dos massacres aos hazaras...conta da invasão do talibã à Cabul, conta de um amor tão forte que nem mesmo a traição e a calunia e capaz de faze-lo se evadir, bem eu não sei se a historia de hassan e ali são verdadeiras... mas por curiosidade eu fui no google e pesquisei sobre os massacres... Achei que não fossem reais de tão cruéis que eram, mas qual não foi a minha surpresa, ao descobrir que foram reais sim, e que ainda são reais... ate por que esse massacre aos hazaras aconteceu em 2001.
Dai eu me peguei a pensar, Como será meu deus, que nesse mundo nos dias de hoje pode haver tanta impunição assim? e como meu deus, POR FAVOR me responda, por que eu preciso, eu necessito saber ... Como uma pessoa pode se tornar tão fanática à uma idéia ou a uma religião ao ponto matar centenas de pessoas e conseguir durmir a noite sem ter nenhum arrependimento ou peso na consciência?
isso e tão ANIMAL... é assim que esse tipo de criatura deveria ser classificada, ANIMAL,
Eu quis tanto ajudar e me senti tão incapaz por não poder fazer nada a respeito, eles mataram crianças, mulheres, idosos, mataram civis pais de famílias, eles estruparam mulheres, meninas e meninos, eles massacraram um povo que nada fizeram além de
apenas EXISTIR,
Hoje eu estou me sentindo mais incapaz do que eu me senti em toda a minha vida, eu me sinto impotente...Eu me sinto a mais fraca das criaturas, eu queria poder ter voz o suficiente, para mandarem parar de agredir qualquer um que fosse.... E principalmente mandar pararem de agredir-se uns aos outros... como podem os próprios afegãs brigarem entre si por causa de uma religião?
O fim do mundo realmente está chegando, não que eu acredite muito nisso...
Quem estiver mais interessado ler este artigo abaixo:
| 17 de Outubro de 2001 Informativo: A Traição do Talibã ao Povo Afegão Emitido pelo Escritório de Programas Internacionais do Departamento de Estado O povo afegão foi a principal vítima do desgoverno do Talibã, desde que seus membros assumiram o poder em 1996. As tropas do Talibã foram formadas em 1994, em resposta aos abusos contra os direitos humanos feitos por outras facções em conflito no Afeganistão. Em 1996, o Talibã capturou Cabul, e, alegando autoridade política e religiosa, iniciou um regime de terror. O Talibã transformou os afegãos em hospedeiros involuntários de terroristas estrangeiros armados que os exploram e ameaçam, e fez do Afeganistão um pária na comunidade mundial. Este informativo descreve atrocidades documentadas, e abusos contra os direitos humanos do povo afegão cometidos pelo Talibã Massacres O Talibã massacrou centenas de civis afegãos, incluindo mulheres e crianças, em Yakaolang, Mazar-I-Sharif, Bamiyan, Qezelabad, e outras cidades. A maioria das vítimas destes massacres foram atingidas devido às suas identidades étnicas e religiosas. Massacre em Yakaolang: janeiro de 2001. As forças do Talibã massacraram Yakaolang em janeiro de 2001. As vítimas eram principalmente os Hazaras. O massacre começou no dia 8 de janeiro deste ano, e continuou por quatro dias. O Talibã prendeu cerca de 300 civis, incluindo funcionários de organizações humanitárias locais. Os civis eram agrupados em lugares específicos, e executados em público por um pelotão de fuzilamento. De acordo com a organização Human Rights Watch, foram confirmadas as mortes de cerca de 170 homens. Segundo a Anistia Internacional, testemunhas relataram o assassinato intencional de um grande número de civis escondidos em uma mesquita: Os soldados do Talibã atiraram foguetes em uma mesquita onde 73 pessoas entre mulheres, crianças e alguns idosos estavam abrigados. Massacre na Passagem de Robatak: Maio de 2000 O massacre de maio de 2000 aconteceu perto da passagem de Robatak. Foram encontrados 31 corpos no local, e destes, 26, foram identificados como civis. As vítimas eram da etnia Hazara Shi’as. Massacre em Bamiyan: 1999 Quando o Talibã retomou Bamiyan, em 1999, relatórios informaram que as forças do Talibã realizaram execuções sumárias ao entrar na cidade. Segundo a Anistia Internacional, centenas de homens, mulheres e crianças, eram separados de suas famílias para serem assassinados. A Human Rights Watch informou que além de executar os civis, o Talibã incendiava as casas e usava os prisioneiros para trabalhos forçados. Massacre na planície de Shomaili: julho de 1999. A Human Rights Watch informa que uma ofensiva Talibã foi marcada por execuções sumárias, seqüestro e desaparecimento de mulheres, casas incendiadas, destruição de propriedades e a derrubada de árvores frutíferas. De acordo com o relatório do secretário-geral da ONU em 16 de novembro de 1999, “As forças do Talibã, que segundo informações realizaram estes atos, trataram a população civil com hostilidade e não fizeram nenhuma distinção entre combatentes e não combatentes”. Massacre em Mazar-I-Sharif: agosto de 1998 Em agosto de 1998, o Talibã capturou Mazar-I-Sharif. Existem informações de que de 2.000 a 5.000 homens, mulheres e crianças – a maioria civis de etnia Hazara -foram massacrados pelo Talibã depois que tomaram posse de Mazar-I-Sharif. Durante o massacre, as forças do Talibã realizaram buscas sistemáticas na cidade por homens membros das comunidades étnicas Hazara, Tajik e Uzbek . A Human Rights Watch estima que centenas de homens e meninos foram executados sumariamente. Houve também relatórios sobre mulheres e meninas que foram estupradas e seqüestradas durante a tomada da cidade. Massacre em Mazar-I-Sharif: setembro de 1997 As forças do Talibã em retirada executaram sumariamente aldeãos perto de Mazar-I-Sharif, depois do fracasso da tomada da cidade. A Anistia Internacional informou que o Talibã massacrou 70 civis de etnia Hazara incluindo crianças, em Qezelabad, perto de Mazar-I-Sharif. Também constam informações de que as forças do Talibã na província de Faryab mataram cerca de 600 civis em 1997. Outros massacres: Em pelo menos duas ocasiões, segundo a Human Rights Watch, o Talibã matou delegações de dignitários de etnia Hazara que estavam tentando com eles uma reconciliação. Abuso dos Direitos Humanos contra mulheres e meninas A lei talibã é uma lei severa, particularmente com as mulheres e meninas afegãs. As restrições do Talibã contra mulheres e meninas são difundidas, institucionalmente sancionadas, e sistemáticas nas áreas do Afeganistão controladas pelo Talibã.
O Talibã e a situação humanitária. A situação humanitária no Afeganistão é deprimente. Vinte anos de conflito interno e quatro anos de uma seca devastadora contribuíram para esta situação, mas o Talibã fez de uma situação que já era grave, uma situação muito pior, mantendo o povo afegão refém de sua política.
O Talibã e o Islã O Talibã impôs aos afegãos uma interpretação própria ao islamismo.
Destruição da Cultura Afegã O Talibã deturpou os costumes, tradições e práticas religiosas afegãs, para seus próprios interesses políticos.
Documentando os abusos do Talibã. Várias organizações não governamentais mantêm sites na Internet documentando os abusos do Talibã. O site da Associação Revolucionária das Mulheres do Afeganistão (www.rawa.fancymarketing.net) mantém uma galeria de fotos e vídeos documentando massacres, espancamentos e execuções feitas pelo Talibã. As fotos e vídeos foram feitas clandestinamente por mulheres afegãs como prova das atrocidades do Talibã. Um vídeo neste site documenta a execução pública de uma afegã mãe de sete filhos. -Várias organizações de direitos humanos mantêm sites que documentam abusos contra os direitos humanos cometidos pelo Talibã e outras facções envolvidas no conflito afegão. A Human Rights Watch (www.hrw.org) e a Anistia Internacional (www.amnesty.org) fornecem extensa documentação sobre estes abusos. (fim do informativo) |
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