"Transcrevo a seguir alguns trechos do livro "A VIDA SEXUAL DA MULHER FEIA".
e acabo por concluir que Para feias e bonitas, muitas vezes a solidão é a grande
escolha."
"Sempre dei azar com os homens. Não o azar clássico de não conseguir alguém ou
de ser desprezada por eles, e sim a pouca sorte de me acontecerem coisas bizarras
quando estou em companhia masculina. Na minha primeira vez, por exemplo, com
um garoto que mal conhecia, senti uma súbita dor de barriga no motel, e o motel não
tinha divisão entre o quarto e o banheiro. Algum tempo depois, tomava banho de
piscina nua com um rapaz quando um vizinho invadiu o pátio em busca de uma
xícara de açúcar. Fazia sexo oral em um namorado que morava com a família e, a
caminho do banheiro para cuspir os excessos, fui cumprimentada pelo pai do rapaz,
sendo obrigada a beijar o velho nas duas faces. Levei um desconhecido para o meu
apartamento, depois de uma festa, e ele se foi enquanto eu dormia, levando minha
chave, vinte reais e a minha calcinha preferida. Dormi na casa de um homem
casado cuja mulher estava de férias na praia e, inexplicavelmente, perdi minha blusa
lá. Na manhã seguinte, tive que ir para o trabalho usando uma camisa da mulher do
cara, cinco números maior que o meu. Final do mês e eu, sem dinheiro, fui para uma
festa levando apenas algumas moedas para voltar de ônibus. Depois de dançar
pouco e beijar muito um sergipano que lá estava, aceitei ir para a pensão onde ele
estava hospedado. De madrugada, quando quis ir para casa, vi que uma das
moedas havia caído do meu bolso e estava grudada na bunda do sujeito. Sem
coragem de pedir a moeda, caminhei quatro bairros para conseguir chegar em casa.
Não sei o que acontece comigo. Não sou feliz com os homens."
(J. D., 24 anos)
"Chamada costumeiramente de Tribufu e Tinhoso, para citar dois dos meus apelidos
menos ofensivos, cheguei aos quarenta anos sem qualquer contato íntimo ou
mesmo de amizade com os homens que conheci. De um deles, em uma festa de
amigo secreto no banco, cheguei a ganhar uma imagem de São Jorge, o protetor
dos dragões. Se disser que passei a vida sofrendo com tal situação, estaria
mentindo. Lá pelas tantas me acostumei com a solidão e passei a cultivar outros
prazeres, literatura, jazz, cinema de arte, pintura classica. o que fez de mim uma
pessoa bastante interessante. Uma pena que a única platéia para a exposição dos
meus conhecimentos fosse formada por meu pai e minha mãe. Em um dos poucos
aniversários a que fui convidada na vida, o de cinqüenta anos de uma prima tão
solitária quanto eu, conheci Jane e Beth. Simpáticas e comunicativas, as duas me
trataram com atenção e delicadeza. Entendi que eram um casal em um jantar na
casa delas. Nessa mesma noite fui apresentada para Simone e bem, estou com ela
até hoje. O São Jorge que ganhei agora está na sala da nossa casa. Por pura
coincidência, ele era o santo de devoção de Simone."
(C. L., 41 anos)
"Domingo. Depois de amargar por três anos a solidão típica das feias, encontro em
uma festa um rapaz de aparência mais ou menos aceitável, disposto a me fazer
companhia. Fico com ele. Depois de algum tempo no vai-não-vai, combinamos
nossa primeira ida ao motel em telefonemas cheios de segredo. Eu morava então
com meu pai, homem antiquado e rigoroso, que não admitia a hipótese de a filha
não ser mais virgem. Mal sabia ele a dificuldade que havia sido encontrar um
parceiro para deixar de ser. Dia marcado, primeira vez com ele. E primeira depois de
muito tempo para mim. A última havia sido com um motoboy que me entregou uma
carta do SPC. No motel, pedimos uma suíte com hidro. Os sais de banho e a
espuma ajudam a criar o ambiente romântico. Depois das preliminares, levanto para
buscar a camisinha. Ele fica me esperando em meio à espuma. E espera, espera. E
espera. Cansado da demora e sem entender meu desaparecimento, vai me
procurar. Ao chegar na porta do banheiro, pára: estou estendida no chão, com um
grande corte na cabeça. Desmaiada e ensangüentada. Um espelho quebrado na
parede dá a pista do que aconteceu. Por uma dessas fatalidades da vida, entrei com
a testa na decoração do quarto. Como não acordo de maneira alguma, nem com
tapinhas no rosto, nem com o choro dele, nem com a funcionária da portaria me
aplicando uma respiração boca a boca, a solução é chamar uma ambulância.
Cena 1. A ambulância entra no motel.
Cena 2. Paramédicos sobem as escadas e entram no quarto.
Cena 3. Eu nua, desmaiada ao lado da cama redonda.
Cena 4. Acordo no hospital, sem saber ao certo o que aconteceu. Ao meu lado, me
encarando com a maior tristeza que já vi no olhar de alguém, meu pai. O rapaz, esse
eu nunca mais vi."
(P. C., 28 anos)
"Passava por uma fase solitária quando o conheci na internet. Professor
universitário, bom texto, agradável, excelente cultura geral. Depois de quase dois
meses de conversas diárias por e-mail, marcamos um encontro no bar da faculdade
de direito. Ele prometeu usar um cravo na lapela. e achei romântico. Na hora
marcada, estava lá, uma flor vermelha no casaco. Um olho esbranquiçado
denunciava sua cegueira parcial e ele tinha uma perna só. Fui embora antes que me
visse com o olho sadio e nunca mais respondi seus e-mails. Continuo sozinha até
hoje."
(A. P. L., 31 anos)
"Estava saindo com um cara legal, o genro que a minha mãe já havia perdido a
esperança de ter. Era bonito, inteligente, gentil, boa companhia mesmo. Ia com ele a
bares e festas e, pela primeira vez na vida, estava me fazendo de difícil. Beijava e
mais nada. Um dia ele me contou ter encerrado um noivado de dois anos depois que
a noiva passou a evitar relações com ele. Para consolá-lo, disse coisas como "essa
menina era doente" e "acho que ela enganava você com outro". Enfim, tentei
minimizar o estrago causado pela mulher, até que chegou a minha vez. Em uma
noite, aceitei ir a um motel e, para minha surpresa, o aparelho sexual do rapaz não
possuía mais de quatro centímetros. Entendi a noiva. Nunca mais aceitei sair com
ele, nem para tomar café. Existem problemas na vida que nem a mulher mais
sozinha do mundo precisa procurar."
(P. M., 34 anos) ( eu só lembrei do PP nesse trecho)
"Sempre aproveitei as oportunidades com vontade, principalmente porque elas não
costumam se apresentar com facilidade para mim. Fiel a esta filosofia, após meia
hora de conversa já estava abraçada a um homem de rabo-de-cavalo que encontrei
na formatura de uma amiga. De repente, ele começou a falar de carros. Entre um
beijo e outro, murmurava coisas sobre arranque, potência, motor, surdinas, e acho
que só não falou da rebimboca da parafuseta para não quebrar o clima. Ele tirou a
camisa e me mostrou suas tatuagens. Eram bielas e pistões pelos braços e um
motor de seis cilindros na perna. Depois de uma performance fraca, o homem
dormiu em cima de mim e seu braço começou a causar minha morte por asfixia.
Tentando me livrar do corpo, enrosquei o anel que usava no cabelo dele.
- O que você fez?
O homem levantou de um pulo, levando meu anel nos cabelos e quase
arrancando meu dedo indicador.
- Meu implante. Você estragou meu implante.
Eu não sabia, mas ele usava interlace, método dos carecas da época
parecerem Sansões.
A história chega ao fim com o homem sendo obrigado a cortar seus cabelos
falsos, que terminaram por entupir a pia do meu banheiro. Depois disso, ele bateu a
porta e sumiu, e meu anel desapareceu também. Isso aconteceu há três anos.
Desde então, espero todos os dias por outra oportunidade."
(R. B., 31 anos)
"Em uma noite de domingo, já com quarenta e poucos anos e morando na
companhia do meu angorá, Sinval, decidi buscar um vídeo na locadora distante
pouco mais de três quadras da minha casa. Na volta, achei que um homem
caminhava muito próximo de mim. Atravessei e ele atravessou também. Por
precaução, decidi andar pelo meio da rua, e o homem me seguiu. Comecei a correr
e logo escutei passos rápidos no meu encalço. Corri mais ainda. Felizmente, alguns
rapazes saindo de um prédio desencorajaram meu perseguidor e consegui chegar a
salvo. No outro dia, almoçando na casa de minha mãe, contei do perigo pelo qual
havia passado.
- A cidade está muito violenta. Eu podia ter sido assaltada. Ou seqüestrada. Ou
até mesmo estuprada.Minha avó, que então tinha mais de oitenta anos, interrompeu sua sopa para
um comentário rápido:
- Otimista, hein?"
(L. R., 42 anos)
"Saí de casa disposta a dar fim na minha solidão de oito meses e não tive dúvidas
de que isso aconteceria quando ele me abordou em uma boate escura e abafada.
Era um negro alto e simpático e, depois de alguns beijos, resolvi convidá-lo para ir
ao meu apartamento. Na saída, fui pegar sua mão e ele não tinha um braço. Que
não fez falta nem naquela e nem nas noites que se seguiram, me levando a concluir
que Deus havia compensado a falta do braço dele com outros atributos. Um dia
terminamos, sem dramas e sem saudades. Não era mesmo em casamento ou amor
eterno que eu pensava quando não encontrei a mão dele."
(A. L., 30 anos)
e acabo por concluir que Para feias e bonitas, muitas vezes a solidão é a grande
escolha."
"Sempre dei azar com os homens. Não o azar clássico de não conseguir alguém ou
de ser desprezada por eles, e sim a pouca sorte de me acontecerem coisas bizarras
quando estou em companhia masculina. Na minha primeira vez, por exemplo, com
um garoto que mal conhecia, senti uma súbita dor de barriga no motel, e o motel não
tinha divisão entre o quarto e o banheiro. Algum tempo depois, tomava banho de
piscina nua com um rapaz quando um vizinho invadiu o pátio em busca de uma
xícara de açúcar. Fazia sexo oral em um namorado que morava com a família e, a
caminho do banheiro para cuspir os excessos, fui cumprimentada pelo pai do rapaz,
sendo obrigada a beijar o velho nas duas faces. Levei um desconhecido para o meu
apartamento, depois de uma festa, e ele se foi enquanto eu dormia, levando minha
chave, vinte reais e a minha calcinha preferida. Dormi na casa de um homem
casado cuja mulher estava de férias na praia e, inexplicavelmente, perdi minha blusa
lá. Na manhã seguinte, tive que ir para o trabalho usando uma camisa da mulher do
cara, cinco números maior que o meu. Final do mês e eu, sem dinheiro, fui para uma
festa levando apenas algumas moedas para voltar de ônibus. Depois de dançar
pouco e beijar muito um sergipano que lá estava, aceitei ir para a pensão onde ele
estava hospedado. De madrugada, quando quis ir para casa, vi que uma das
moedas havia caído do meu bolso e estava grudada na bunda do sujeito. Sem
coragem de pedir a moeda, caminhei quatro bairros para conseguir chegar em casa.
Não sei o que acontece comigo. Não sou feliz com os homens."
(J. D., 24 anos)
"Chamada costumeiramente de Tribufu e Tinhoso, para citar dois dos meus apelidos
menos ofensivos, cheguei aos quarenta anos sem qualquer contato íntimo ou
mesmo de amizade com os homens que conheci. De um deles, em uma festa de
amigo secreto no banco, cheguei a ganhar uma imagem de São Jorge, o protetor
dos dragões. Se disser que passei a vida sofrendo com tal situação, estaria
mentindo. Lá pelas tantas me acostumei com a solidão e passei a cultivar outros
prazeres, literatura, jazz, cinema de arte, pintura classica. o que fez de mim uma
pessoa bastante interessante. Uma pena que a única platéia para a exposição dos
meus conhecimentos fosse formada por meu pai e minha mãe. Em um dos poucos
aniversários a que fui convidada na vida, o de cinqüenta anos de uma prima tão
solitária quanto eu, conheci Jane e Beth. Simpáticas e comunicativas, as duas me
trataram com atenção e delicadeza. Entendi que eram um casal em um jantar na
casa delas. Nessa mesma noite fui apresentada para Simone e bem, estou com ela
até hoje. O São Jorge que ganhei agora está na sala da nossa casa. Por pura
coincidência, ele era o santo de devoção de Simone."
(C. L., 41 anos)
"Domingo. Depois de amargar por três anos a solidão típica das feias, encontro em
uma festa um rapaz de aparência mais ou menos aceitável, disposto a me fazer
companhia. Fico com ele. Depois de algum tempo no vai-não-vai, combinamos
nossa primeira ida ao motel em telefonemas cheios de segredo. Eu morava então
com meu pai, homem antiquado e rigoroso, que não admitia a hipótese de a filha
não ser mais virgem. Mal sabia ele a dificuldade que havia sido encontrar um
parceiro para deixar de ser. Dia marcado, primeira vez com ele. E primeira depois de
muito tempo para mim. A última havia sido com um motoboy que me entregou uma
carta do SPC. No motel, pedimos uma suíte com hidro. Os sais de banho e a
espuma ajudam a criar o ambiente romântico. Depois das preliminares, levanto para
buscar a camisinha. Ele fica me esperando em meio à espuma. E espera, espera. E
espera. Cansado da demora e sem entender meu desaparecimento, vai me
procurar. Ao chegar na porta do banheiro, pára: estou estendida no chão, com um
grande corte na cabeça. Desmaiada e ensangüentada. Um espelho quebrado na
parede dá a pista do que aconteceu. Por uma dessas fatalidades da vida, entrei com
a testa na decoração do quarto. Como não acordo de maneira alguma, nem com
tapinhas no rosto, nem com o choro dele, nem com a funcionária da portaria me
aplicando uma respiração boca a boca, a solução é chamar uma ambulância.
Cena 1. A ambulância entra no motel.
Cena 2. Paramédicos sobem as escadas e entram no quarto.
Cena 3. Eu nua, desmaiada ao lado da cama redonda.
Cena 4. Acordo no hospital, sem saber ao certo o que aconteceu. Ao meu lado, me
encarando com a maior tristeza que já vi no olhar de alguém, meu pai. O rapaz, esse
eu nunca mais vi."
(P. C., 28 anos)
"Passava por uma fase solitária quando o conheci na internet. Professor
universitário, bom texto, agradável, excelente cultura geral. Depois de quase dois
meses de conversas diárias por e-mail, marcamos um encontro no bar da faculdade
de direito. Ele prometeu usar um cravo na lapela. e achei romântico. Na hora
marcada, estava lá, uma flor vermelha no casaco. Um olho esbranquiçado
denunciava sua cegueira parcial e ele tinha uma perna só. Fui embora antes que me
visse com o olho sadio e nunca mais respondi seus e-mails. Continuo sozinha até
hoje."
(A. P. L., 31 anos)
"Estava saindo com um cara legal, o genro que a minha mãe já havia perdido a
esperança de ter. Era bonito, inteligente, gentil, boa companhia mesmo. Ia com ele a
bares e festas e, pela primeira vez na vida, estava me fazendo de difícil. Beijava e
mais nada. Um dia ele me contou ter encerrado um noivado de dois anos depois que
a noiva passou a evitar relações com ele. Para consolá-lo, disse coisas como "essa
menina era doente" e "acho que ela enganava você com outro". Enfim, tentei
minimizar o estrago causado pela mulher, até que chegou a minha vez. Em uma
noite, aceitei ir a um motel e, para minha surpresa, o aparelho sexual do rapaz não
possuía mais de quatro centímetros. Entendi a noiva. Nunca mais aceitei sair com
ele, nem para tomar café. Existem problemas na vida que nem a mulher mais
sozinha do mundo precisa procurar."
(P. M., 34 anos) ( eu só lembrei do PP nesse trecho)
"Sempre aproveitei as oportunidades com vontade, principalmente porque elas não
costumam se apresentar com facilidade para mim. Fiel a esta filosofia, após meia
hora de conversa já estava abraçada a um homem de rabo-de-cavalo que encontrei
na formatura de uma amiga. De repente, ele começou a falar de carros. Entre um
beijo e outro, murmurava coisas sobre arranque, potência, motor, surdinas, e acho
que só não falou da rebimboca da parafuseta para não quebrar o clima. Ele tirou a
camisa e me mostrou suas tatuagens. Eram bielas e pistões pelos braços e um
motor de seis cilindros na perna. Depois de uma performance fraca, o homem
dormiu em cima de mim e seu braço começou a causar minha morte por asfixia.
Tentando me livrar do corpo, enrosquei o anel que usava no cabelo dele.
- O que você fez?
O homem levantou de um pulo, levando meu anel nos cabelos e quase
arrancando meu dedo indicador.
- Meu implante. Você estragou meu implante.
Eu não sabia, mas ele usava interlace, método dos carecas da época
parecerem Sansões.
A história chega ao fim com o homem sendo obrigado a cortar seus cabelos
falsos, que terminaram por entupir a pia do meu banheiro. Depois disso, ele bateu a
porta e sumiu, e meu anel desapareceu também. Isso aconteceu há três anos.
Desde então, espero todos os dias por outra oportunidade."
(R. B., 31 anos)
"Em uma noite de domingo, já com quarenta e poucos anos e morando na
companhia do meu angorá, Sinval, decidi buscar um vídeo na locadora distante
pouco mais de três quadras da minha casa. Na volta, achei que um homem
caminhava muito próximo de mim. Atravessei e ele atravessou também. Por
precaução, decidi andar pelo meio da rua, e o homem me seguiu. Comecei a correr
e logo escutei passos rápidos no meu encalço. Corri mais ainda. Felizmente, alguns
rapazes saindo de um prédio desencorajaram meu perseguidor e consegui chegar a
salvo. No outro dia, almoçando na casa de minha mãe, contei do perigo pelo qual
havia passado.
- A cidade está muito violenta. Eu podia ter sido assaltada. Ou seqüestrada. Ou
até mesmo estuprada.Minha avó, que então tinha mais de oitenta anos, interrompeu sua sopa para
um comentário rápido:
- Otimista, hein?"
(L. R., 42 anos)
"Saí de casa disposta a dar fim na minha solidão de oito meses e não tive dúvidas
de que isso aconteceria quando ele me abordou em uma boate escura e abafada.
Era um negro alto e simpático e, depois de alguns beijos, resolvi convidá-lo para ir
ao meu apartamento. Na saída, fui pegar sua mão e ele não tinha um braço. Que
não fez falta nem naquela e nem nas noites que se seguiram, me levando a concluir
que Deus havia compensado a falta do braço dele com outros atributos. Um dia
terminamos, sem dramas e sem saudades. Não era mesmo em casamento ou amor
eterno que eu pensava quando não encontrei a mão dele."
(A. L., 30 anos)

