Segredos são chave de acesso às palavras caladas e que se um dia citadas serão sussurradas e pausadamente ditas.
Todo mundo tem algo que nunca contou pra ninguém e que nem pensa em contar.
Por vezes já me vi pensando em confiar sessões dessas mesmas palavras das quais falei no começo, mas logo páro, penso e desisto.
No fim, a maioria das pessoas morre com algo dentro de si, algo nunca confessado, apenas lembrado por ela mesma no seu espaço de silêncio.
Segredo sujo, segredo bobo, segredo raiva, segredo dor, segredo alegria, segredo medo, segredo fofoca, segredo coração ou coração segredo. Não importa o quê e porquê.
O ser-humano é assim. Cheio de cadeados. Cabe abri-los quem realmente tiver o dom, o amor, o respeito, o silêncio.
Os cadeados meus aos poucos começam a ser destrancados e de certa forma isso me faz bem. Mas e aquele lá no fundo... o maior de todos... aquele dourado com correntes em volta? Aquele que não é compartilhado nem com o engano, nem com seus dias, nem com sua dor. Será que alguém abre?
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ainhh Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica.
Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum marido fabuloso que eu tive em alguma encarnação, do útero da minha mãe, do meu anjo da guarda que está de férias em Acapulco, de uma cena perfeita que meu inconsciente formou na infância e que eu me encarreguei de acreditar como sendo meu futuro.
Meus amigos me adoram e certamente chorariam se eu morresse. Mas será que eles sabem que eu penso sempre na morte? Será que eles sabem que aquela garota alí no canto da mesa, de decote,rindo pra caramba , acorda todos os dias pensando: o que eu realmente quero com essa vida?
Será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, daqui a pouco vou morrer de chorar? E vice-versa? E isso 24 horas por dia?
Será que eles sabem o tanto que eu sofro e o tanto que eu não sofro a cada segundo?
Meus amigos me amam, muito, mas nem o máximo de amor de uma pessoa chega perto do que deveria ser amor. Amor não significa mais amor.
Odeio minha fraqueza em me enganar e mais ainda a dor que vem depois dos dias entorpecidos.
E é tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura.
Eu aqui tomando meu chá meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar.
Aí eu me acho louca porque só tem duas coisas que eu realmente queria nesse mundo: um filho ou voltar a ser filha.
E aí eu penso que eu até consigo ser feliz na minha loucura e que tá tudo bem.
Mas se eu penso que tá tudo bem nesse segundo, isso só significa que vou pensar o oposto no segundo seguinte.
E eu não AGUENTO mais esse bipolarismo de humor!
Todo mundo tem algo que nunca contou pra ninguém e que nem pensa em contar.
Por vezes já me vi pensando em confiar sessões dessas mesmas palavras das quais falei no começo, mas logo páro, penso e desisto.
No fim, a maioria das pessoas morre com algo dentro de si, algo nunca confessado, apenas lembrado por ela mesma no seu espaço de silêncio.
Segredo sujo, segredo bobo, segredo raiva, segredo dor, segredo alegria, segredo medo, segredo fofoca, segredo coração ou coração segredo. Não importa o quê e porquê.
O ser-humano é assim. Cheio de cadeados. Cabe abri-los quem realmente tiver o dom, o amor, o respeito, o silêncio.
Os cadeados meus aos poucos começam a ser destrancados e de certa forma isso me faz bem. Mas e aquele lá no fundo... o maior de todos... aquele dourado com correntes em volta? Aquele que não é compartilhado nem com o engano, nem com seus dias, nem com sua dor. Será que alguém abre?
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ainhh Olho pro lado e sinto uma saudade imensa, doída, desesperançada e até cínica.
Saudade de alguma coisa ou de alguém, não sei. Talvez de mim, de algum marido fabuloso que eu tive em alguma encarnação, do útero da minha mãe, do meu anjo da guarda que está de férias em Acapulco, de uma cena perfeita que meu inconsciente formou na infância e que eu me encarreguei de acreditar como sendo meu futuro.
Meus amigos me adoram e certamente chorariam se eu morresse. Mas será que eles sabem que eu penso sempre na morte? Será que eles sabem que aquela garota alí no canto da mesa, de decote,rindo pra caramba , acorda todos os dias pensando: o que eu realmente quero com essa vida?
Será que eles sabem que se eu estou morrendo de rir agora, daqui a pouco vou morrer de chorar? E vice-versa? E isso 24 horas por dia?
Será que eles sabem o tanto que eu sofro e o tanto que eu não sofro a cada segundo?
Meus amigos me amam, muito, mas nem o máximo de amor de uma pessoa chega perto do que deveria ser amor. Amor não significa mais amor.
Odeio minha fraqueza em me enganar e mais ainda a dor que vem depois dos dias entorpecidos.
E é tudo pela metade. Ao menos a minha fantasia é por inteiro. Enquanto dura.
Eu aqui tomando meu chá meio querendo chorar, meio querendo mentir sobre a vida até acreditar.
Aí eu me acho louca porque só tem duas coisas que eu realmente queria nesse mundo: um filho ou voltar a ser filha.
E aí eu penso que eu até consigo ser feliz na minha loucura e que tá tudo bem.
Mas se eu penso que tá tudo bem nesse segundo, isso só significa que vou pensar o oposto no segundo seguinte.
E eu não AGUENTO mais esse bipolarismo de humor!

